Alíquota Reduzida da Reforma Tributária em 2026: quais setores pagam 60% ou 30% menos
TRIBUTÁRIO • 2026-08-13 • 8 min de leitura • Equipe FranquiaTech
Nem todo setor paga a alíquota cheia da Reforma. Saúde, educação e alimentos têm 60% de redução; profissões regulamentadas, 30%. Veja quem paga menos e como funciona em 2026.
A Reforma Tributária criou uma alíquota padrão para CBS e IBS — mas nem todo mundo paga essa alíquota cheia. Vários setores considerados essenciais têm descontos de 60%, 30% ou até alíquota zero. Saber se o seu setor está na lista pode significar pagar bem menos imposto. Veja como funciona em 2026.
Como funciona a alíquota reduzida
No novo modelo (CBS federal + IBS estadual/municipal), existe uma alíquota de referência (a "cheia", estimada em torno de 26,5%). Sobre ela, a Lei Complementar 214/2025 aplica reduções para setores específicos, criando faixas:
- Alíquota zero: o setor não paga CBS/IBS.
- Redução de 60%: o setor paga 40% da alíquota cheia.
- Redução de 30%: o setor paga 70% da alíquota cheia.
Ou seja: quanto mais essencial (ou mais desejado socialmente), menor a carga.
Setores com redução de 60%
Pagam 40% da alíquota (60% de desconto), entre outros:
- Serviços de saúde e medicamentos, além de dispositivos médicos.
- Serviços de educação.
- Alguns alimentos (como sucos e polpas de fruta) não incluídos na cesta básica de alíquota zero.
- Produtos de higiene pessoal e limpeza básicos.
- Produção agropecuária e insumos, e outros itens previstos na lei.
Para clínicas, escolas e o setor de saúde e alimentação, essa redução muda bastante a conta.
Profissões regulamentadas: redução de 30%
Os profissionais liberais de profissões regulamentadas conseguiram uma redução de 30% na alíquota (pagam 70% da cheia). Entram nessa lista, entre outros:
- Advogados, médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos, contadores.
- Outras profissões regulamentadas por lei e conselho de classe.
É um alívio importante para o setor de serviços, que é o mais pressionado pela Reforma (porque a folha, seu maior custo, não gera crédito).
Alíquota zero: cesta básica e transporte
Alguns itens e serviços têm alíquota zero:
- Cesta Básica Nacional de Alimentos (arroz, feijão, leite, carnes, etc.).
- Transporte público coletivo urbano, metropolitano e semiurbano.
- Medicamentos específicos e dispositivos de saúde determinados.
O que isso muda para a sua empresa
- Se você está em um setor beneficiado, a carga tende a ser menor que a alíquota cheia — mas é preciso enquadrar corretamente a atividade para aproveitar o benefício.
- Se você vende produtos, a classificação (NCM) define se o item tem alíquota zero, 60% ou cheia.
- Se você é profissional regulamentado, a redução de 30% precisa ser aplicada corretamente na apuração.
Classificar errado significa pagar a alíquota cheia onde caberia o desconto — ou o contrário, gerando risco. É trabalho de contabilidade especializada.
Perguntas Frequentes
Quais setores têm redução de 60% na Reforma Tributária?
Serviços de saúde, medicamentos e dispositivos médicos, serviços de educação, alguns alimentos (como sucos e polpas), produtos de higiene pessoal básicos e produção agropecuária, entre outros previstos na lei. Eles pagam 40% da alíquota cheia.
Profissões regulamentadas pagam menos imposto na Reforma?
Sim. Profissionais liberais de profissões regulamentadas (advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, contadores e outros) têm redução de 30% na alíquota, pagando 70% da cheia.
O que tem alíquota zero na Reforma?
A Cesta Básica Nacional de Alimentos, o transporte público coletivo (urbano, metropolitano e semiurbano) e medicamentos e dispositivos de saúde específicos, entre outros itens essenciais.
Como saber se minha empresa tem alíquota reduzida?
Depende da atividade e, no caso de produtos, da classificação fiscal (NCM). É preciso enquadrar corretamente a atividade e os itens para aproveitar o desconto de 60%, 30% ou a alíquota zero — o que exige contabilidade especializada.
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