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Contabilidade para Esfiharia e Restaurante Árabe em 2026: regime e como pagar menos imposto

TRIBUTÁRIO • 2026-08-02 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech

Esfiharia vende no balcão, no salão e no delivery, com forte volume de comércio de comida. Veja se dá para ser MEI, o regime certo e como o CMV protege sua margem em 2026.

Esfiharia e restaurante árabe são negócios de volume: esfihas e quibes vendidos aos montes no balcão, no salão e, cada vez mais, no delivery. Ticket baixo, giro alto e um CMV que precisa de controle fino. Bem estruturado, é um negócio que paga pouco imposto e escala bem. Veja como organizar em 2026.

Esfiharia é Anexo I do Simples

Esfiharia, restaurante árabe e casa de esfihas exercem fornecimento de alimentação, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.

Esfiharia pode ser MEI?

Sim, no começo. Atividades de lanchonete e fornecimento de alimentação estão entre as permitidas ao MEI, desde que:

  • O faturamento fique até R$ 81.000 por ano.
  • Haja no máximo um funcionário.
  • O dono não seja sócio de outra empresa.

O DAS fixo do MEI comércio em 2026 é de R$ 82,05 por mês. Como esfiharia costuma ter alto giro (e muitas operam com delivery em vários apps), o teto do MEI é atingido rápido — e o caminho passa a ser ME no Simples.

Delivery: cuidado com a receita cheia

Boa parte das esfiharias vende por aplicativo. O erro clássico é achar que a receita é o líquido que cai na conta depois da comissão. Não é:

  • A receita tributável é o valor cheio da venda.
  • A comissão do app é despesa, não desconto na receita.

Conciliar os repasses dos aplicativos com o faturamento é o que evita erro de imposto e mostra a margem real por canal (balcão, salão, app).

O CMV da esfiha

Farinha, carne, queijo, coalhada e embalagem formam o CMV. Como o ticket é baixo, cada centavo no insumo, multiplicado pelo volume, pesa muito. Uma contabilidade que acompanha CMV por produto, perdas e ticket médio mostra se o preço da esfiha cobre custo, imposto e margem.

Simples x Lucro Presumido

RegimePerfilCarga de partida
MEIAté R$ 81 mil/ano, até 1 funcionárioR$ 82,05 fixos/mês
Simples (Anexo I)Maioria das esfihariasA partir de 4% do faturamento
Lucro PresumidoFaturamento alto, folha baixaEm geral mais caro nesse porte

Reforma Tributária 2026

Em 2026, ano de teste, CBS (0,9%) e IBS (0,1%) já aparecem nas notas, sem recolhimento real. O Simples segue. Manter a emissão de NFC-e e a conciliação do delivery em dia é o melhor preparo para a transição.

Como a esfiharia paga menos imposto (checklist)

  • Comece no MEI enquanto couber e migre para ME na hora certa.
  • Fique no Anexo I e confira a alíquota efetiva.
  • Registre a receita cheia nas vendas por app.
  • Controle o CMV de cada produto.
  • Concilie balcão, salão e delivery.

Perguntas Frequentes

Esfiharia pode ser MEI?

Sim, enquanto o faturamento ficar até R$ 81 mil por ano e houver no máximo um funcionário. Como o giro costuma ser alto, muitas esfiharias passam do teto e migram para ME no Simples.

Qual o regime tributário de um restaurante árabe?

Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.

Pago imposto sobre o valor cheio da venda no delivery?

Sim. A comissão do aplicativo é despesa sua, não um desconto na receita. Registrar só o líquido distorce o imposto e o limite do Simples.

Como controlar a margem de uma esfiharia?

Acompanhando o CMV por produto, as perdas e o ticket médio. Como o valor unitário é baixo, o controle do insumo é o que define se o negócio dá lucro no volume.

Próximo Passo

Se você tem uma esfiharia ou restaurante árabe e sente que o volume não vira lucro, a FranquiaTech organiza seu CMV, concilia o delivery e coloca você no regime certo. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.