Contabilidade para Espetinho e Espetaria em 2026: pode ser MEI, regime e como pagar menos imposto
TRIBUTÁRIO • 2026-08-04 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech
Espetinho é baixo investimento e ótimo giro, ideal para MEI. Veja o regime certo, por que você cai no Anexo I e como o CMV da carne e do carvão define seu lucro em 2026.
O espetinho é um dos negócios de comida com melhor relação entre baixo investimento e alto giro: uma churrasqueira, um ponto movimentado e pronto. Justamente por ser enxuto, é um formato em que o MEI funciona muito bem — e onde o controle do CMV da carne faz toda a diferença. Veja como organizar em 2026.
Espetinho é Anexo I do Simples
Espetaria e venda de espetinhos exercem fornecimento de alimentação, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.
Espetinho pode ser MEI em 2026?
Sim, e é um dos formatos em que o MEI mais faz sentido. Atividades de lanchonete e fornecimento de alimentação estão entre as permitidas, desde que:
- O faturamento fique até R$ 81.000 por ano (média de R$ 6.750 por mês).
- Haja no máximo um funcionário.
- O dono não seja sócio de outra empresa.
O DAS fixo do MEI comércio em 2026 (salário mínimo de R$ 1.621) é de R$ 82,05 por mês — com INSS do dono, ICMS e aposentadoria inclusos. Pela estrutura enxuta, muita espetaria começa (e permanece) no MEI. Ao crescer (ponto fixo, equipe, bar), migra para ME no Simples.
O que decide o lucro: CMV da carne e do carvão
No espetinho, o segredo está no volume com CMV controlado:
- Carne e proteína: o maior custo. Comprar bem e padronizar o tamanho do espeto é o que protege a margem.
- Carvão, tempero, pão de alho, embalagem: custos que somam no volume.
- Perda: espeto montado e não vendido, ou carne mal conservada, é prejuízo direto.
Uma contabilidade que acompanha CMV por espeto, perdas e ticket médio mostra se o preço cobre custo, imposto e lucro.
Espeto + bar: cuidado com as bebidas
Muita espetaria vira bar à noite, vendendo cerveja e destilados. As bebidas costumam ter ICMS-ST (imposto já recolhido na cadeia). Fora do MEI, no Simples, essa receita pode ser segregada para não pagar ICMS duas vezes. Separar o resultado do espeto e do bar também mostra de onde vem o lucro.
Simples x Lucro Presumido
| Regime | Perfil | Carga de partida |
|---|---|---|
| MEI | Até R$ 81 mil/ano, até 1 funcionário | R$ 82,05 fixos/mês |
| Simples (Anexo I) | Espetarias maiores, com ponto e equipe | A partir de 4% do faturamento |
| Lucro Presumido | Faturamento alto, folha baixa | Em geral mais caro nesse porte |
Como a espetaria paga menos imposto (checklist)
- Comece (e fique) no MEI enquanto couber no limite.
- Fique no Anexo I e confira a alíquota efetiva ao crescer.
- Controle o CMV da carne e padronize o espeto.
- Segregue o ICMS-ST das bebidas fora do MEI.
- Migre para ME na hora certa.
Perguntas Frequentes
Espetinho pode ser MEI?
Sim, é um dos formatos em que o MEI mais funciona, desde que o faturamento fique até R$ 81 mil por ano e haja no máximo um funcionário. O DAS fixo do MEI comércio em 2026 é de R$ 82,05 por mês.
Qual o regime tributário de uma espetaria?
Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.
Como controlar a margem de um espetinho?
Acompanhando o CMV por espeto (carne, carvão, tempero, embalagem), as perdas e o ticket médio. Padronizar o tamanho do espeto é o que mantém a margem previsível.
Espetaria que vende bebida paga imposto diferente?
A operação continua no Anexo I, mas as bebidas costumam ter ICMS-ST. Fora do MEI, essa receita pode ser segregada no Simples para não pagar ICMS duas vezes.
Próximo Passo
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