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Contabilidade para Indústria de Lubrificantes e Graxas 2026: ICMS-ST e Logística Reversa do Óleo Usado

TRIBUTÁRIO • 2026-10-04 • 8 min de leitura • Equipe LucroRealTech

Lubrificantes NÃO são monofásicos como combustíveis: têm PIS/COFINS plurifásico, ICMS-ST e logística reversa obrigatória do óleo usado. Entenda como organizar a contabilidade no lucro real.

A indústria de lubrificantes e graxas carrega um mito tributário perigoso: muita gente supõe que, por serem derivados de petróleo como os combustíveis, os lubrificantes seguem o regime monofásico. Não seguem. Lubrificantes têm tratamento próprio — PIS/COFINS plurifásico, ICMS com substituição tributária e, de quebra, uma obrigação ambiental pesada: a logística reversa do óleo lubrificante usado. Confundir o regime leva a erros caros. Este texto esclarece a tributação e a contabilidade do setor no lucro real.

Lubrificante não é combustível (tributariamente)

Embora derivados de petróleo, os óleos lubrificantes não estão no regime monofásico dos combustíveis. A legislação que concentra a tributação em uma etapa (como a LC 192/2022 para combustíveis) não lista os lubrificantes, e a própria reforma (LC 214/2025) os manteve fora do monofásico. Na prática:

  • PIS/COFINS: lubrificantes são tributados normalmente (regime plurifásico, com créditos no não cumulativo) — não têm alíquota zero nem monofasia como os combustíveis.
  • ICMS: operações com lubrificantes derivados de petróleo costumam estar sujeitas à substituição tributária, inclusive em operações interestaduais destinadas a contribuintes (com MVA para a base).

Tratar lubrificante como monofásico (deixando de recolher PIS/COFINS, por exemplo) é um erro que gera passivo.

ICMS-ST e os créditos

FrentePonto de atenção
PIS/COFINSPlurifásico (não monofásico); créditos no não cumulativo
ICMS-STLubrificantes derivados de petróleo sujeitos a ST; MVA
IPIConforme a classificação do produto
Insumos (óleos básicos, aditivos)Créditos; muitos importados (landed cost)
Logística reversaObrigatória para o óleo lubrificante usado (OLUC)

Logística reversa do óleo usado: obrigação e custo

O setor tem uma obrigação ambiental central: a logística reversa do óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC). Produtores e importadores são obrigados a garantir a coleta e a destinação (rerrefino) do óleo usado, proporcionalmente ao que colocam no mercado. Isso tem impacto contábil:

  • Os custos de coleta e destinação integram o custo do negócio.
  • Quando há obrigação presente de destinar um volume já comercializado, pode caber provisão (CPC 25).
  • É uma responsabilidade legal, não opcional, com risco de autuação se descumprida.

Lubrificantes e o lucro real

A indústria de lubrificantes e graxas é caso de lucro real: tratamento tributário próprio (plurifásico, com ICMS-ST), insumos importados (óleos básicos), créditos relevantes e logística reversa obrigatória. Não confundir o regime com o dos combustíveis, aplicar a ST corretamente, aproveitar os créditos e reconhecer os custos da logística reversa é o que sustenta a margem. A LucroRealTech estrutura a contabilidade de fabricantes de lubrificantes — tributação correta, ST, créditos e logística reversa — no lucro real.

Perguntas Frequentes

Lubrificantes são monofásicos como os combustíveis?

Não. Apesar de derivados de petróleo, os óleos lubrificantes não estão no regime monofásico dos combustíveis. A legislação que concentra a tributação em uma etapa (como a LC 192/2022) não os lista, e a reforma (LC 214/2025) os manteve fora do monofásico. Lubrificantes têm PIS/COFINS plurifásico (com créditos no não cumulativo) e ICMS com substituição tributária — tratamento próprio, distinto dos combustíveis.

Como funciona o PIS/COFINS dos lubrificantes?

Os lubrificantes são tributados por PIS/COFINS no regime normal (plurifásico), sem alíquota zero nem monofasia, pois não há previsão específica que os enquadre nesses regimes. No regime não cumulativo, a indústria apura créditos sobre insumos, energia e demais custos. Tratar o lubrificante como monofásico (deixando de recolher) é um erro que gera passivo tributário.

Lubrificantes têm ICMS-ST?

Sim. As operações com lubrificantes derivados de petróleo costumam estar sujeitas à substituição tributária do ICMS, inclusive em operações interestaduais destinadas a contribuintes, com margem de valor agregado (MVA) para a base de cálculo. O controle da ST (base, MVA, ressarcimento e complemento) é essencial na contabilidade do setor.

O que é a logística reversa do óleo usado?

É a obrigação legal de produtores e importadores de lubrificantes garantirem a coleta e a destinação adequada (rerrefino) do óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC), proporcionalmente ao volume colocado no mercado. É uma responsabilidade ambiental obrigatória, cujos custos de coleta e destinação integram o custo do negócio e podem ensejar provisão quando há obrigação presente sobre volume já comercializado.

A indústria de lubrificantes deve ficar no lucro real?

Em geral, quando estruturada, sim. O setor tem tratamento tributário próprio (plurifásico, com ICMS-ST), insumos importados (óleos básicos e aditivos), créditos relevantes e custos de logística reversa, o que torna o lucro real vantajoso por permitir aproveitar créditos não cumulativos e deduzir custos reais. A análise deve considerar o perfil da operação, caso a caso.


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