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Contabilidade para Poke e Poke Bowl em 2026: regime, delivery e como pagar menos imposto

TRIBUTÁRIO • 2026-08-06 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech

Poke tem insumo premium (salmão, atum), forte delivery e público exigente. Veja o regime certo, por que você cai no Anexo I e como o CMV e a perda definem sua margem em 2026.

Poke conquistou o público que quer comida fresca, saudável e bonita — mas trabalha com um dos CMVs mais delicados do food service: peixe cru premium (salmão, atum), que é caro, perecível e sensível. Some a isso o forte delivery e você tem um negócio que exige controle fino de margem. Veja como organizar em 2026.

Poke é Anexo I do Simples

Casa de poke e comida havaiana exercem fornecimento de alimentação, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.

O CMV do poke: peixe premium e perda

O grande diferencial (e risco) do poke está no CMV:

  • Peixe premium (salmão, atum): caro, com preço que oscila com o câmbio e a oferta.
  • Perda alta: pescado cru tem validade curta; o que não vende no dia é prejuízo direto.
  • Complementos (arroz, frutas, molhos, toppings): montam o bowl e somam no custo.
  • Ficha técnica: saber exatamente quanto de cada insumo vai em cada bowl é o que permite precificar.

Uma contabilidade que acompanha CMV por bowl, perda e ticket médio mostra se o preço cobre custo, imposto e lucro — num segmento em que a margem é apertada por causa do insumo.

Delivery e a receita cheia

Poke tem forte demanda por delivery. A regra: a receita tributável é o valor cheio da venda; a comissão do aplicativo é despesa, não desconto na receita. Conciliar os repasses dos apps com o faturamento evita erro de imposto e de preço.

MEI, Simples ou fora do MEI?

SituaçãoEnquadramentoObservação
Até R$ 81 mil/anoPode ser MEI (fornecimento de alimentação)DAS fixo de R$ 82,05/mês em 2026
Até R$ 4,8 mi/anoSimples, Anexo IA partir de 4% do faturamento
Faturamento altoAvaliar PresumidoCaso a caso

Como o ticket do poke é mais alto e o delivery escala, muitas casas passam do teto do MEI rápido e operam como ME no Simples.

Segurança alimentar: um custo que é investimento

Trabalhar com peixe cru exige cadeia de frio rigorosa e boas práticas — um custo que protege o cliente e a marca. Esse custo (refrigeração, controle de validade) precisa estar na conta da margem. Não é só imposto: é gestão de um insumo delicado.

Como o poke paga menos imposto (checklist)

  • Confirme o Anexo I e a alíquota efetiva.
  • Controle o CMV do peixe e a perda.
  • Use ficha técnica para precificar cada bowl.
  • Registre a receita cheia nas vendas por app.
  • Acompanhe o faturamento para migrar de MEI na hora certa.

Perguntas Frequentes

Qual o regime tributário de uma casa de poke?

Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.

Casa de poke pode ser MEI?

Sim, se o faturamento ficar até R$ 81 mil por ano e houver no máximo um funcionário. Como o ticket é mais alto e o delivery escala, muitas passam do teto e migram para ME.

Como controlar a margem de um poke?

Acompanhando o CMV por bowl (com atenção ao peixe premium, que é caro e perecível), a perda e o ticket médio. A ficha técnica é o que permite precificar sem prejuízo.

Pago imposto sobre o valor cheio da venda no delivery?

Sim. A comissão do aplicativo é despesa sua, não um desconto na receita. Por isso a conciliação dos repasses é essencial.

Próximo Passo

Se você tem uma casa de poke e sente que o insumo premium está comendo seu lucro, a FranquiaTech organiza seu CMV, sua ficha técnica e o delivery, e coloca você no regime certo. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.