Contabilidade para Restaurante Coreano em 2026: regime, delivery e como pagar menos imposto
TRIBUTÁRIO • 2026-08-07 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech
Comida coreana virou febre, com churrasco coreano, corndog e forte delivery. Veja o regime certo, por que você cai no Anexo I e como o CMV e as bebidas definem a margem em 2026.
A comida coreana explodiu no Brasil: churrasco coreano (K-BBQ), corndog, ramen, kimchi e um público jovem e engajado que consome tanto no salão quanto no delivery. Por trás da tendência, existe um negócio com insumos específicos e uma conta fiscal que precisa estar redonda. Veja como organizar a contabilidade do seu restaurante coreano em 2026.
Restaurante coreano é Anexo I do Simples
Restaurante coreano e casa de K-BBQ exercem fornecimento de alimentação e bebidas, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.
O CMV da comida coreana
O diferencial (e o cuidado) está nos insumos:
- Proteína (carnes para o churrasco coreano) é o maior custo, especialmente no formato all-you-can-eat (rodízio), em que o controle de porção some.
- Insumos importados (gochujang, molhos, macarrão instantâneo, kimchi) oscilam de preço com o câmbio.
- Perdas de itens frescos e de curta validade.
Uma contabilidade que acompanha CMV por prato (e, no rodízio, o custo por cliente) e o ticket médio mostra se o preço cobre custo, imposto e lucro. No K-BBQ à vontade, esse controle é ainda mais crítico.
Delivery e a receita cheia
Comida coreana tem forte demanda por delivery (corndog, ramen, marmitas). A regra: a receita tributável é o valor cheio da venda; a comissão do aplicativo é despesa, não desconto na receita. Conciliar os repasses dos apps com o faturamento evita erro de imposto e de preço.
Bebidas: soju, cerveja e ICMS-ST
Restaurante coreano costuma vender soju, cerveja e bebidas importadas. Essas bebidas alcoólicas têm ICMS pesado e, em muitos estados, substituição tributária (ICMS-ST) — o imposto já vem embutido na compra. No Simples, a receita de revenda dessas bebidas pode ser segregada para não pagar ICMS duas vezes.
MEI, Simples ou fora do MEI?
| Situação | Enquadramento | Observação |
|---|---|---|
| Até R$ 81 mil/ano | Pode ser MEI (fornecimento de alimentação) | DAS fixo de R$ 82,05/mês em 2026 |
| Até R$ 4,8 mi/ano | Simples, Anexo I | A partir de 4% do faturamento |
| Faturamento alto | Avaliar Presumido | Caso a caso |
Um restaurante coreano com salão e K-BBQ costuma ultrapassar o teto do MEI e operar como ME no Simples; já um ponto pequeno de corndog pode começar no MEI.
Como o restaurante coreano paga menos imposto (checklist)
- Confirme o Anexo I e a alíquota efetiva.
- Controle o CMV da proteína e dos importados.
- Segregue o ICMS-ST das bebidas (soju, cerveja).
- Registre a receita cheia nas vendas por app.
- No rodízio, controle o custo por cliente.
Perguntas Frequentes
Qual o regime tributário de um restaurante coreano?
Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação e bebidas), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.
Restaurante coreano pode ser MEI?
Um ponto pequeno (corndog, lanches) pode ser MEI, se o faturamento ficar até R$ 81 mil por ano. Casas maiores, com salão e K-BBQ, costumam operar como ME no Simples.
Como controlar a margem do churrasco coreano à vontade?
Acompanhando o custo da proteína por cliente, o ticket médio e as perdas. No formato all-you-can-eat, o controle de porção e de compras é o que define se o rodízio dá lucro.
As bebidas coreanas pagam ICMS a mais?
Podem, se não segregar. Soju, cerveja e importados costumam ter ICMS-ST. No Simples, essa receita pode ser segregada para não pagar ICMS duas vezes sobre a mesma bebida.
Próximo Passo
Se você tem um restaurante coreano e sente que o insumo importado e a proteína apertam a margem, a FranquiaTech organiza seu CMV, segrega o ICMS das bebidas e coloca você no regime certo. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.