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Contabilidade para Restaurante Grego e Mediterrâneo em 2026: regime e como pagar menos imposto

TRIBUTÁRIO • 2026-08-11 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech

Comida grega e mediterrânea usa azeite, importados e proteínas nobres. Veja o regime certo, por que você cai no Anexo I e como o CMV e as bebidas definem a margem em 2026.

A cozinha grega e mediterrânea virou sinônimo de comida saudável e saborosa: azeite, grãos, peixes, cordeiro, homus e um público que valoriza qualidade. Mas é um negócio com insumos nobres (muitos importados) e ticket médio-alto — o que exige contabilidade afiada para a margem fechar. Veja como organizar em 2026.

Restaurante grego é Anexo I do Simples

Restaurante de comida grega e mediterrânea exerce fornecimento de alimentação e bebidas, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.

O CMV da comida mediterrânea

O diferencial (e o cuidado) está nos insumos nobres:

  • Azeite de oliva e importados (queijos como feta, azeitonas, grão-de-bico, especiarias): boa parte vem de fora e oscila com o câmbio.
  • Proteínas nobres: cordeiro, peixes e frutos do mar elevam o custo.
  • Preparo artesanal: pães (pita), molhos e pratos que exigem técnica.
  • Ficha técnica: saber o custo real de cada prato é essencial para precificar.

Uma contabilidade que acompanha CMV por prato, o custo dos importados e o ticket médio mostra se o cardápio fecha a conta.

Delivery, bebidas e a carta de vinhos

  • Delivery: a comida mediterrânea (bowls, saladas, wraps) vai bem no delivery. A receita tributável é o valor cheio; a comissão do app é despesa.
  • Bebidas e vinhos: cerveja, vinho e destilados têm ICMS pesado e, em muitos estados, substituição tributária (ICMS-ST). No Simples, a receita de revenda dessas bebidas pode ser segregada para não pagar ICMS duas vezes.

MEI, Simples ou fora do MEI?

SituaçãoEnquadramentoObservação
Até R$ 81 mil/anoPode ser MEI (fornecimento de alimentação)DAS fixo de R$ 82,05/mês em 2026
Até R$ 4,8 mi/anoSimples, Anexo IA partir de 4% do faturamento
Faturamento altoAvaliar PresumidoCaso a caso

Como o ticket é mais alto e a estrutura maior, restaurantes gregos e mediterrâneos costumam operar como ME no Simples; um ponto pequeno de comida árabe/mediterrânea (esfiha, homus para viagem) pode começar no MEI.

Como o restaurante grego paga menos imposto (checklist)

  • Confirme o Anexo I e a alíquota efetiva.
  • Controle o CMV do azeite, importados e proteínas nobres.
  • Use ficha técnica para os pratos artesanais.
  • Segregue o ICMS-ST das bebidas e vinhos.
  • Registre a receita cheia nas vendas por app.

Perguntas Frequentes

Qual o regime tributário de um restaurante grego ou mediterrâneo?

Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação e bebidas), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.

Como controlar a margem da comida mediterrânea?

Acompanhando o CMV por prato (com atenção ao azeite e aos importados, que oscilam com o câmbio), o custo das proteínas nobres e o ticket médio. A ficha técnica é essencial.

As bebidas e vinhos pagam ICMS a mais?

Podem, se não segregar. Vinhos, cerveja e destilados costumam ter ICMS-ST. No Simples, essa receita pode ser segregada para não pagar ICMS duas vezes sobre a mesma bebida.

Restaurante grego pode ser MEI?

Um ponto pequeno (comida para viagem, esfiha, homus) pode ser MEI, se o faturamento ficar até R$ 81 mil por ano. Restaurantes maiores, com carta de vinhos e estrutura, operam como ME no Simples.

Próximo Passo

Se você tem um restaurante grego ou mediterrâneo e sente que o azeite, os importados e a carta de vinhos apertam a margem, a FranquiaTech organiza seu CMV, segrega o ICMS das bebidas e coloca você no regime certo. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.