Contabilidade para Temakeria em 2026: regime, delivery e como pagar menos imposto
TRIBUTÁRIO • 2026-08-08 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech
Temakeria vive de delivery e insumo premium (salmão, atum). Veja o regime certo, por que você cai no Anexo I e como o CMV do peixe e a receita cheia dos apps definem a margem em 2026.
Temakeria é um dos formatos de comida japonesa que melhor se adaptou ao delivery: temaki, uramaki e combinados saindo aos montes pelos aplicativos, com ticket médio interessante. Mas trabalha com um dos insumos mais delicados do food service — peixe cru premium — e uma conta fiscal que precisa estar redonda. Veja como organizar em 2026.
Temakeria é Anexo I do Simples
Temakeria e casa de temaki exercem fornecimento de alimentação, tributado no Anexo I do Simples Nacional (comércio), com alíquota inicial de 4% e progressão por faixa. O DAS único reúne IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, a parte previdenciária e o ICMS.
O CMV do temaki: peixe premium e perda
O diferencial (e o risco) da temakeria está no CMV:
- Peixe premium (salmão, atum): caro, com preço que oscila com o câmbio e a oferta.
- Perda alta: pescado cru tem validade curta; o que não vende no dia é prejuízo direto.
- Arroz, alga, cream cheese e complementos: montam o temaki e somam no custo.
- Ficha técnica: saber quanto de peixe e de cada insumo vai em cada peça é o que permite precificar.
Uma contabilidade que acompanha CMV por temaki/combinado, perda e ticket médio mostra se o preço cobre custo, imposto e lucro.
Delivery e a receita cheia
Temakeria é campeã de delivery. A regra que mais custa dinheiro quando ignorada: a receita tributável é o valor cheio da venda; a comissão do aplicativo é despesa, não desconto na receita. Conciliar os repasses dos apps com o faturamento evita erro de imposto e de preço.
MEI, Simples ou fora do MEI?
| Situação | Enquadramento | Observação |
|---|---|---|
| Até R$ 81 mil/ano | Pode ser MEI (fornecimento de alimentação) | DAS fixo de R$ 82,05/mês em 2026 |
| Até R$ 4,8 mi/ano | Simples, Anexo I | A partir de 4% do faturamento |
| Faturamento alto | Avaliar Presumido | Caso a caso |
Como o delivery escala rápido, muitas temakerias passam do teto do MEI e operam como ME no Simples.
Segurança alimentar: um custo que protege a marca
Trabalhar com peixe cru exige cadeia de frio rigorosa e boas práticas — um custo (refrigeração, controle de validade) que precisa estar na conta da margem. Não é só imposto: é gestão de um insumo delicado que, se falhar, tira a marca do jogo.
Como a temakeria paga menos imposto (checklist)
- Confirme o Anexo I e a alíquota efetiva.
- Controle o CMV do peixe e a perda.
- Use ficha técnica para precificar cada peça.
- Registre a receita cheia nas vendas por app.
- Acompanhe o faturamento para migrar de MEI na hora certa.
Perguntas Frequentes
Qual o regime tributário de uma temakeria?
Anexo I do Simples Nacional (fornecimento de alimentação), com alíquota inicial de 4% e ICMS embutido no DAS.
Temakeria pode ser MEI?
Sim, se o faturamento ficar até R$ 81 mil por ano e houver no máximo um funcionário. Como o delivery escala rápido, muitas passam do teto e migram para ME no Simples.
Como controlar a margem de uma temakeria?
Acompanhando o CMV por peça (com atenção ao peixe premium, caro e perecível), a perda e o ticket médio. A ficha técnica é o que permite precificar sem prejuízo.
Pago imposto sobre o valor cheio da venda no delivery?
Sim. A comissão do aplicativo é despesa sua, não um desconto na receita. Por isso a conciliação dos repasses é essencial.
Próximo Passo
Se você tem uma temakeria e sente que o peixe premium está comendo seu lucro, a FranquiaTech organiza seu CMV, sua ficha técnica e o delivery, e coloca você no regime certo. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.