Desoneração da Folha em 2026: a reoneração gradual, o que muda e quem é afetado
TRIBUTÁRIO • 2026-08-08 • 7 min de leitura • Equipe FranquiaTech
A desoneração da folha está acabando aos poucos: em 2026 as empresas pagam mais INSS sobre a folha do que em 2025, rumo à folha cheia em 2028. Veja o que muda e quem é afetado.
A desoneração da folha — aquele benefício que deixou vários setores pagarem menos INSS sobre a folha de pagamento — está com os dias contados. Desde 2025, ela vem sendo retirada aos poucos, e em 2026 as empresas beneficiadas pagam mais do que no ano anterior. Veja o que muda, quem é afetado e como se preparar.
O que é a desoneração da folha
Normalmente, a empresa paga 20% de INSS patronal (CPP) sobre a folha de pagamento. A desoneração permitiu que setores intensivos em mão de obra trocassem essa contribuição por uma CPRB — uma alíquota sobre a receita bruta, em vez de sobre a folha. Para quem tem muita gente, isso costumava reduzir bastante o custo.
A virada: reoneração gradual (Lei 14.973/2024)
O benefício não acaba de uma vez. A Lei nº 14.973/2024 criou uma reoneração gradual: a cada ano, a empresa passa a pagar uma parcela maior do INSS sobre a folha e uma parcela menor da CPRB sobre a receita, até voltar à folha cheia (20%).
O cronograma, em linhas gerais:
| Ano | Situação |
|---|---|
| 2024 | Folha ainda desonerada (modelo anterior) |
| 2025 | 1ª etapa da reoneração — começa a incidir parte do INSS sobre a folha |
| 2026 | 2ª etapa — a parcela do INSS sobre a folha aumenta e a CPRB diminui |
| 2027 | 3ª etapa — proporção maior sobre a folha |
| 2028 | Fim do benefício — folha cheia, 20% de INSS patronal |
Ou seja: em 2026, as empresas dos setores beneficiados pagam mais INSS sobre a folha do que em 2025, num caminho progressivo até 2028.
Quem é afetado
A desoneração alcança um grupo de setores intensivos em mão de obra, como tecnologia da informação, call center, transporte rodoviário, construção civil, têxtil, calçados, comunicação e outros. Se a sua empresa está em um desses setores e aderiu ao modelo, o custo da folha está subindo ano a ano — e isso precisa entrar no planejamento.
O que fazer agora
- Confirme se sua empresa está em setor beneficiado e se aderiu ao modelo.
- Recalcule o custo da folha para 2026 com a nova proporção — o valor mudou.
- Compare o recolhimento sobre a folha e sobre a receita no seu caso (a vantagem diminui a cada ano).
- Revise a precificação: se o custo da folha sobe, o preço pode precisar de ajuste.
- Planeje 2027 e 2028, quando a folha volta a ser cheia.
Perguntas Frequentes
O que é a desoneração da folha?
É o benefício que permitiu a setores intensivos em mão de obra trocar o INSS patronal de 20% sobre a folha por uma contribuição (CPRB) sobre a receita bruta, reduzindo o custo de quem tem muitos funcionários.
O que muda na desoneração da folha em 2026?
Em 2026 vigora a segunda etapa da reoneração gradual: as empresas beneficiadas pagam uma parcela maior do INSS sobre a folha e uma parcela menor da CPRB sobre a receita, num caminho que aumenta o custo até 2028.
Quando a desoneração da folha acaba?
O benefício é extinto em 2028, quando as empresas voltam a recolher integralmente os 20% de INSS patronal sobre a folha. Até lá, a reoneração é gradual, ano a ano.
Quais setores têm desoneração da folha?
Setores intensivos em mão de obra, como TI, call center, transporte rodoviário, construção civil, têxtil, calçados e comunicação, entre outros previstos em lei.
Próximo Passo
Se a sua empresa é de um setor desonerado, o custo da folha está subindo a cada ano até 2028. A FranquiaTech recalcula sua folha, compara os cenários e ajusta seu planejamento para você não ser pego de surpresa. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.