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Importação de Bens em 2026: II, IPI, PIS/COFINS e ICMS na Entrada

TRIBUTÁRIO • 2026-08-30 • 9 min de leitura • Equipe LucroRealTech

Importar máquina ou insumo custa muito mais que o preço lá fora: II, IPI, PIS/COFINS-Importação e ICMS incidem em cascata. Veja como cada tributo funciona, o que dá crédito e como calcular o custo real.

O preço de um insumo ou de uma máquina importada na fatura do fornecedor estrangeiro é só o começo. Sobre ele incidem, em cascata, Imposto de Importação, IPI, PIS/COFINS-Importação e ICMS — além de taxas e do câmbio. Para a indústria, calcular o custo real e aproveitar os créditos é o que evita surpresa e protege a margem. Na LucroRealTech, esse é um cálculo central para quem importa no lucro real.

Os tributos que incidem, na ordem

TributoBase / referênciaObservação
Imposto de Importação (II)Valor aduaneiroAlíquota conforme a NCM (TEC do Mercosul)
IPI-ImportaçãoValor aduaneiro + IIConforme a TIPI do produto
PIS/COFINS-ImportaçãoValor aduaneiroEm regra 2,1% de PIS e a COFINS com o adicional vigente
ICMS-ImportaçãoCompõe a base "por dentro" com os demaisAlíquota interna do estado

O efeito cascata é o que assusta: um tributo entra na base do outro, e o ICMS é calculado "por dentro", incluindo os demais na sua base. Por isso o custo final costuma ser muito maior que o preço de tabela.

Atenção às alíquotas de PIS/COFINS-Importação

Para bens, as alíquotas gerais ficam em torno de 2,1% de PIS-Importação e 9,65% de COFINS-Importação, esta acrescida de um adicional que vem sendo reduzido: para 2026, esse adicional é de 0,6 ponto (levando a COFINS-Importação a cerca de 10,25%), conforme a Lei 10.865/2004 com as alterações da Lei 14.973/2024. As alíquotas variam por tipo de produto (há listas específicas), então cada NCM precisa ser conferida.

O que gera crédito no lucro real

A boa notícia: no lucro real (regime não cumulativo), boa parte desses tributos volta como crédito:

  • IPI — crédito na entrada do insumo importado.
  • PIS/COFINS-Importação — crédito sobre insumos, respeitadas as regras (atenção: o adicional de COFINS-Importação, em regra, não gera crédito).
  • ICMS-Importação — crédito conforme a operação e a legislação estadual.

Ou seja, o custo efetivo da importação, para quem está no lucro real e usa o bem na produção, é menor que o desembolso bruto — desde que os créditos sejam apropriados.

O erro mais caro

  • Classificar a NCM errada — muda II, IPI, ICMS-ST e pode gerar autuação.
  • Não creditar o que a operação permite.
  • Ignorar o custo cascata na formação de preço.
  • Esquecer os regimes especiais (RECOF, drawback, admissão temporária), que suspendem tributos quando o bem vai virar exportação.

Perguntas Frequentes

Quais tributos incidem na importação de bens?

Em regra: Imposto de Importação (II), IPI-Importação, PIS/COFINS-Importação e ICMS-Importação, além de taxas (como Siscomex) e do custo de câmbio. Eles incidem em cascata, com o ICMS calculado "por dentro".

Quais as alíquotas de PIS/COFINS na importação de bens?

Em geral cerca de 2,1% de PIS-Importação e 9,65% de COFINS-Importação, com um adicional de COFINS que em 2026 é de 0,6 ponto (COFINS-Importação por volta de 10,25%), conforme a Lei 10.865/2004 alterada pela Lei 14.973/2024. Varia por NCM.

Posso creditar os tributos da importação?

No lucro real, sim, em boa parte: IPI, PIS/COFINS-Importação (com exceção do adicional da COFINS, que em regra não gera crédito) e ICMS, conforme as regras. Isso reduz o custo efetivo da importação.

Como reduzir o custo da importação de insumos para exportar?

Usando regimes aduaneiros especiais (RECOF, drawback, admissão temporária), que suspendem tributos na entrada quando o bem será industrializado e exportado. A LucroRealTech avalia isso no lucro real.


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