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Linha do Tempo da Reforma Tributária (2026 a 2033): o que muda a cada ano

TRIBUTÁRIO • 2026-08-09 • 8 min de leitura • Equipe FranquiaTech

A Reforma Tributária não muda tudo de uma vez: é uma transição de 2026 a 2033. Veja, ano a ano, o que acontece com CBS, IBS, PIS, COFINS, ICMS e ISS e como se preparar.

A maior mudança tributária em décadas não acontece de um dia para o outro. A Reforma é uma transição longa, de 2026 a 2033, em que os tributos antigos vão saindo e os novos entrando aos poucos. Entender esse calendário é o que permite se preparar sem susto. Veja, ano a ano, o que muda.

O que a Reforma cria e o que ela extingue

A Reforma (Emenda Constitucional 132/2023, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025) substitui cinco tributos por um modelo de IVA Dual:

  • Sai: PIS, COFINS, IPI (federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal).
  • Entra: CBS (federal), IBS (estadual e municipal) e o Imposto Seletivo (o "imposto do pecado").

A linha do tempo, ano a ano

AnoO que acontece
2026Ano de teste: CBS (0,9%) e IBS (0,1%) aparecem nas notas, sem recolhimento real (compensável). NFS-e Nacional obrigatória para o Simples a partir de setembro.
2027CBS entra pra valer (alíquota cheia); PIS e COFINS são extintos; IPI é zerado (com exceções, como a Zona Franca de Manaus); começa o Imposto Seletivo. IBS segue em alíquota reduzida.
2029 a 2032Transição do ICMS e do ISS para o IBS: os tributos antigos vão sendo reduzidos gradualmente e o IBS aumentando na mesma proporção, ano a ano.
2033Modelo novo plenamente em vigor: ICMS e ISS extintos. Só valem CBS, IBS e Imposto Seletivo.

2026: o ano de teste (onde estamos)

Em 2026, as empresas já veem CBS e IBS destacados nas notas, mas sem pagar de verdade — é uma fase para adaptar sistemas e processos. O passo prático mais importante do ano é a NFS-e Nacional, obrigatória para empresas do Simples a partir de 1º de setembro de 2026. Quem se organizar agora larga na frente.

O que muda para quem está no Simples Nacional

O Simples continua existindo, mas o empresário terá uma decisão a tomar na transição: seguir recolhendo tudo no DAS ou recolher CBS e IBS "por fora" para gerar crédito ao cliente PJ. Para quem vende para empresas (B2B), isso pode ser decisivo; para quem vende ao consumidor final (B2C), o Simples tradicional tende a seguir vantajoso. Essa escolha vai exigir simulação.

Como se preparar (checklist por prioridade)

  • 2026: adaptar a emissão de notas (NFS-e Nacional), acompanhar CBS/IBS nas notas e mapear clientes B2B x B2C.
  • 2027: ajustar-se ao fim do PIS/COFINS e à CBS cheia; recalcular preços e créditos.
  • 2029 em diante: acompanhar a substituição do ICMS/ISS e revisar contratos e precificação a cada etapa.
  • Sempre: simular a carga no novo modelo com o perfil da sua empresa.

Perguntas Frequentes

Quando a Reforma Tributária começa a valer?

A transição começa em 2026 (ano de teste, sem cobrança real). A CBS entra pra valer em 2027, quando PIS e COFINS são extintos. O ICMS e o ISS são substituídos gradualmente entre 2029 e 2032, com o modelo pleno em 2033.

Quando o PIS e a COFINS acabam?

Em 2027, quando a CBS passa a valer de fato. A partir daí, PIS e COFINS são extintos e substituídos pela nova contribuição.

Quando o ICMS e o ISS deixam de existir?

A substituição pelo IBS é gradual, entre 2029 e 2032, com extinção completa do ICMS e do ISS em 2033, quando o modelo novo entra plenamente em vigor.

O que muda já em 2026?

2026 é ano de teste: CBS e IBS aparecem nas notas sem recolhimento real. A mudança prática mais importante é a NFS-e Nacional, obrigatória para o Simples a partir de setembro de 2026.

Próximo Passo

A Reforma é uma transição de anos, e cada etapa mexe na sua empresa. A FranquiaTech acompanha o calendário por você, simula o impacto no seu caso e ajusta sua estrutura a cada fase. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.