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Provisões Trabalhistas (Férias e 13º) em 2026: O Que É Dedutível no Lucro Real

TRIBUTÁRIO • 2026-08-29 • 8 min de leitura • Equipe LucroRealTech

Férias e 13º provisionados podem reduzir o imposto antes mesmo de serem pagos, mas só com as regras certas. Veja o que é dedutível, o que a Receita glosa e como não pagar IRPJ sobre despesa que já existe.

Toda empresa com funcionários "deve" férias e 13º o ano inteiro, mesmo antes de pagar. No lucro real, provisionar esses valores corretamente antecipa a dedução e reduz o imposto no período certo — mas só quando segue as regras. Provisão trabalhista mal feita vira despesa glosada. Na LucroRealTech, esse é um ajuste básico e recorrente na apuração de quem opera no lucro real.

Por que provisionar

Pelo regime de competência, a despesa deve ser reconhecida quando incorre, não quando é paga. O direito a férias e ao 13º vai se formando mês a mês ao longo do ano — então a empresa registra uma provisão que reflete essa obrigação crescente. No lucro real, essas provisões específicas e previstas em lei são dedutíveis, o que evita que o imposto seja calculado sobre um lucro "inflado" por uma despesa que existe mas ainda não foi paga.

O que entra na provisão

ProvisãoO que inclui
FériasValor das férias + 1/3 constitucional + encargos (INSS patronal, FGTS) sobre esses valores
13º salárioValor proporcional acumulado + encargos correspondentes

O ponto que muita empresa erra: a provisão dedutível inclui os encargos que incidem sobre férias e 13º (INSS patronal, FGTS, e o próprio adicional de 1/3). Esquecer os encargos é subprovisionar e pagar imposto a mais.

O que a Receita aceita (e o que glosa)

  • Aceita: provisões de férias e 13º constituídas por empregado, com base no direito adquirido acumulado e nos encargos correspondentes.
  • Glosa: provisões genéricas, "por estimativa" sem base individual, ou provisões trabalhistas que a legislação fiscal trata como indedutíveis até a realização (é o caso de várias provisões para riscos e contingências — assunto de outro tema).

A régua é: férias e 13º são obrigações certas que se acumulam por lei — por isso dedutíveis. Já provisões para eventos incertos (processos, multas) seguem outra lógica.

O efeito no caixa e no imposto

Provisionar não muda quanto você vai pagar de férias e 13º — muda quando a despesa reduz o imposto. Sem provisão, a empresa reconhece tudo de uma vez no pagamento e distorce o resultado mensal. Com provisão, o resultado de cada mês reflete a obrigação real, e a apuração do lucro real fica mais precisa (importante, por exemplo, para o balanço de suspensão da estimativa mensal).

Perguntas Frequentes

Provisão de férias é dedutível no lucro real?

Sim. A provisão de férias, incluindo o adicional de 1/3 e os encargos correspondentes (INSS patronal, FGTS), é dedutível no lucro real quando constituída com base no direito acumulado por empregado, pelo regime de competência.

E a provisão de 13º salário?

Também é dedutível, pelo valor proporcional acumulado ao longo do ano mais os encargos. Como as férias, é uma obrigação certa que se forma mês a mês, o que justifica a dedução por competência.

Preciso provisionar por empregado?

A provisão precisa ter base real (direito acumulado), o que na prática se apura a partir de cada empregado. Provisão genérica, sem lastro, tende a ser glosada pela Receita.

Provisão trabalhista reduz o imposto que vou pagar?

Ela não muda o valor total, mas antecipa a dedução para o período de competência, tornando a apuração do lucro real mais precisa e evitando pagar imposto sobre despesa que já existe. A LucroRealTech faz esse ajuste corretamente.


Sua empresa reconhece férias e 13º só no pagamento e paga imposto sobre lucro que não existe? A LucroRealTech organiza as provisões trabalhistas e ajusta a apuração no lucro real. Solicite um Diagnóstico de Resultado no WhatsApp.