Reforma Tributária e Importação 2026: Como Fica o IBS/CBS na Importação de Insumos e Máquinas
TRIBUTÁRIO • 2026-10-06 • 8 min de leitura • Equipe LucroRealTech
Na Reforma, IBS e CBS incidem também na importação — igualando o tratamento do importado ao nacional. Entenda o que muda para a indústria que importa insumos e bens de capital, no lucro real.
A indústria que importa insumos, componentes ou bens de capital precisa entender como a Reforma Tributária muda a tributação da importação. A lógica central é a isonomia: o IBS e a CBS incidem sobre a importação da mesma forma que sobre a operação interna, igualando o tratamento do produto importado ao nacional. Isso encerra uma série de distorções do modelo atual e muda a conta de quem traz produto de fora. Este texto explica o que muda, no lucro real.
A lógica: tributar o importado como o nacional
Hoje, a importação é tributada por um conjunto de tributos (II, IPI, PIS/COFINS-Importação, ICMS-Importação) com regras e bases próprias, muitas vezes complexas e cumulativas. Na Reforma:
- IBS e CBS incidem na importação de bens e serviços, com as mesmas alíquotas e regras da operação interna.
- O objetivo é a isonomia: o produto importado passa a ter a mesma carga de IBS/CBS que o produto nacional equivalente, evitando que o importado seja favorecido ou prejudicado artificialmente.
- O Imposto de Importação (II) permanece como instrumento de política comercial (ele não é um tributo sobre o consumo e não é substituído pela Reforma).
- O Imposto Seletivo pode incidir sobre a importação de produtos específicos (os mesmos sujeitos a ele internamente).
| Tributo na importação | Hoje | Reforma |
|---|---|---|
| ICMS-Importação | Estadual, com regras próprias | Substituído pelo IBS |
| PIS/COFINS-Importação | Federal, cumulativo em parte | Substituído pela CBS |
| IPI | Federal | Em extinção/convivência (seletivo onde cabível) |
| Imposto de Importação (II) | Mantido | Mantido (política comercial) |
O crédito na importação
Ponto decisivo: o IBS e a CBS pagos na importação geram crédito para a indústria (não cumulatividade plena), como qualquer aquisição. Isso significa que o importador industrial credita o IBS/CBS da importação e o abate dos débitos das vendas — reduzindo o custo tributário efetivo do insumo importado e o custo de importação (landed cost) na parte desses tributos.
O que a indústria importadora deve fazer
- Recalcular o custo de importação (landed cost) na nova lógica — o que é IBS/CBS (creditável) e o que é custo definitivo (II).
- Revisar a competitividade nacional x importado com a isonomia de tributação.
- Acompanhar a transição, em que convivem o modelo atual (ICMS/PIS/COFINS importação) e o novo (IBS/CBS).
- Ajustar sistemas e classificação para a apuração correta na importação.
Importação, Reforma e o lucro real
Para a indústria importadora no lucro real, a Reforma simplifica e dá isonomia à tributação da importação: IBS/CBS no lugar de ICMS-Importação e PIS/COFINS-Importação, com crédito pleno. Recalcular o custo do importado e a competitividade é parte de entender o efeito da Reforma. A LucroRealTech recalcula o custo de importação da sua indústria no novo modelo e ajuda a planejar a transição no lucro real.
Perguntas Frequentes
A importação paga IBS e CBS na Reforma?
Sim. O IBS e a CBS incidem sobre a importação de bens e serviços, com as mesmas alíquotas e regras da operação interna. A lógica é a isonomia: o produto importado passa a ter a mesma carga de IBS/CBS do produto nacional equivalente. Isso substitui o ICMS-Importação e o PIS/COFINS-Importação do modelo atual.
O Imposto de Importação (II) acaba?
Não. O Imposto de Importação permanece, pois é um instrumento de política comercial (protege a indústria nacional, regula o comércio exterior) e não um tributo sobre o consumo. A Reforma substitui os tributos sobre consumo que incidiam na importação (ICMS-Importação, PIS/COFINS-Importação) por IBS e CBS, mas o II continua existindo com sua função própria.
O IBS/CBS da importação gera crédito?
Sim. Pela não cumulatividade plena da Reforma, o IBS e a CBS pagos na importação geram crédito para a indústria, como qualquer aquisição. O importador industrial credita esses valores e os abate dos débitos das vendas, reduzindo o custo tributário efetivo do insumo ou bem de capital importado e o custo de importação na parte desses tributos.
A Reforma favorece o importado ou o nacional?
A lógica da Reforma é a isonomia: tratar o importado e o nacional da mesma forma na tributação sobre o consumo (IBS/CBS). Isso elimina distorções do modelo atual que, em certos casos, favoreciam ou prejudicavam artificialmente o importado. A proteção à indústria nacional, quando desejada, fica a cargo do Imposto de Importação (política comercial), não dos tributos sobre consumo.
Como recalcular o custo de importação na Reforma?
Separando, na nova lógica, o que é IBS/CBS (creditável, que volta como crédito) do que é custo definitivo (como o Imposto de Importação). O landed cost para fins de custo passa a excluir o IBS/CBS recuperável. É preciso ajustar os sistemas e a classificação para apurar corretamente, e comparar a competitividade nacional x importado sob a nova isonomia de tributação.
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