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Reforma Tributária para Prestadores de Serviço em 2026: o que muda e como se preparar

TRIBUTÁRIO • 2026-08-03 • 9 min de leitura • Equipe FranquiaTech

O setor de serviços é o que mais sente a Reforma: alíquota maior e poucos créditos. Veja o que muda com CBS e IBS, o papel do Simples e como se preparar já em 2026.

De todos os setores, o de serviços é o que mais precisa prestar atenção na Reforma Tributária. Enquanto comércio e indústria trabalham com muitos insumos que geram crédito, o prestador de serviço vive de mão de obra — e é justamente aí que a nova lógica de imposto aperta. Veja o que muda e como se preparar já em 2026.

O novo modelo: CBS e IBS (IVA Dual)

A Reforma substitui cinco tributos (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI) por dois, o chamado IVA Dual:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — estadual e municipal.

A alíquota de referência cheia (CBS + IBS) ainda será fixada oficialmente, com estimativa em torno de 26,5%, com um mecanismo de trava para segurar a carga. É uma alíquota bem maior que o ISS atual (que varia de 2% a 5%).

Por que o serviço é o mais afetado

A nova lógica é de não cumulatividade ampla: você paga o imposto sobre a venda, mas abate créditos do que comprou. O problema é que o prestador de serviço compra pouco insumo — o principal "custo" dele é a folha de pagamento, que não gera crédito. Resultado: menos crédito para abater e, potencialmente, carga maior que no modelo atual para muitos serviços.

Setores intensivos em mão de obra (consultorias, agências, clínicas, TI, educação) são os que mais precisam recalcular.

E quem está no Simples Nacional?

Aqui há uma decisão importante. A empresa do Simples Nacional poderá, em linhas gerais:

  • Continuar no Simples como está, recolhendo tudo no DAS (mas repassando pouco ou nenhum crédito de CBS/IBS ao cliente).
  • Optar por recolher CBS e IBS "por fora" do Simples, para poder gerar crédito ao cliente PJ.

Para quem vende para outras empresas (B2B), gerar crédito pode ser decisivo para não perder competitividade — o cliente vai preferir quem lhe dá crédito. Para quem vende para o consumidor final (B2C), ficar no Simples tradicional tende a seguir vantajoso. Essa escolha vai exigir simulação caso a caso.

O calendário: 2026 é ano de teste

A transição é longa e escalonada:

  • 2026: ano de teste. CBS (0,9%) e IBS (0,1%) já aparecem nas notas, mas sem recolhimento real (o valor é compensado). Serve para as empresas adaptarem sistemas.
  • 2027: começa a cobrança efetiva da CBS e a extinção do PIS/COFINS.
  • 2029 a 2032: transição progressiva do ICMS e ISS para o IBS.
  • 2033: modelo novo plenamente em vigor.

Como o prestador de serviço deve se preparar

  • Emitir nota certinho — especialmente a NFS-e Nacional, obrigatória para o Simples a partir de setembro de 2026, que é a base do novo sistema.
  • Mapear seus clientes (B2B x B2C) para decidir sobre gerar crédito.
  • Simular a carga no novo modelo com o seu perfil de receita e despesa.
  • Revisar preços e contratos — a forma de destacar o imposto muda.
  • Organizar a folha e o pró-labore (o Fator R segue relevante no Simples durante a transição).

Perguntas Frequentes

O que muda com a Reforma Tributária para quem presta serviço?

Os tributos atuais (PIS, COFINS, ISS e outros) são substituídos por CBS e IBS, com alíquota de referência estimada em torno de 26,5%. Como o serviço gera poucos créditos (a folha não gera), muitos prestadores podem ter carga maior e precisam recalcular.

A alíquota de serviço vai aumentar?

A alíquota nominal do novo modelo é bem maior que o ISS atual. O impacto real depende dos créditos e do perfil da empresa, mas o setor de serviços é o mais pressionado. Por isso a simulação é essencial.

Quem está no Simples é afetado pela Reforma?

Sim. A empresa do Simples poderá continuar como está ou optar por recolher CBS e IBS por fora para gerar crédito ao cliente PJ. A melhor escolha depende de vender para empresas (B2B) ou consumidor final (B2C).

O que o prestador de serviço deve fazer agora, em 2026?

Adaptar a emissão de notas (NFS-e Nacional), mapear clientes B2B e B2C, simular a carga no novo modelo e revisar preços e contratos. Quem se antecipar terá vantagem na transição.

Próximo Passo

A Reforma muda o jogo para quem presta serviço, e a hora de se preparar é agora. A FranquiaTech simula a sua carga no novo modelo, orienta a decisão sobre créditos e ajusta a sua estrutura para você não perder margem nem competitividade. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.