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Reforma Tributária para Serviços de TI e Software em 2026: Alíquota Cheia e Créditos

TRIBUTÁRIO • 2026-10-18 • 8 min de leitura • Equipe LucroRealTech

Serviços de TI e software seguem a regra geral da Reforma, sem redução, mas ganham crédito amplo. Entenda o que muda para software houses e SaaS no lucro real.

O setor de tecnologia — software houses, SaaS, consultorias de TI, desenvolvimento, integração — não entrou em nenhuma lista de redução da Reforma Tributária. Os serviços de TI seguem a regra geral, com a alíquota cheia de IBS e CBS. Mas isso não é necessariamente ruim: em troca, o setor ganha crédito amplo sobre seus custos. Entender esse balanço é o que define se a Reforma ajuda ou pesa para cada empresa de tecnologia. Este guia organiza o tema para empresas no lucro real.

TI segue a regra geral (alíquota cheia)

Diferente de saúde, educação ou profissões regulamentadas, os serviços de TI e software não têm redução de alíquota. Pagam a alíquota de referência cheia de IBS e CBS (estimada em torno de 28%, ainda sujeita a definição). Para um setor que hoje recolhe principalmente ISS (com alíquotas bem menores) e PIS/COFINS, a alíquota cheia parece, à primeira vista, um aumento.

O outro lado: crédito amplo

O ponto que equilibra a conta é a não cumulatividade plena. O setor de TI passa a creditar IBS e CBS sobre praticamente todos os seus custos:

  • Serviços de nuvem e infraestrutura
  • Licenças e softwares de terceiros
  • Equipamentos e hardware
  • Serviços terceirizados e consultorias
  • Marketing, ferramentas e assinaturas

Como muitas empresas de TI têm custos relevantes de nuvem e terceiros, esse crédito pode compensar boa parte da alíquota maior. O efeito líquido depende da estrutura de custos de cada empresa.

O fator decisivo: o cliente é contribuinte?

Aqui está a chave. Se o cliente da empresa de TI é outra empresa contribuinte (B2B), ele aproveita o crédito do IBS e CBS que você destaca — então a alíquota cheia é neutra para ele, e a competitividade é preservada. Se o cliente é consumidor final (B2C) ou um não contribuinte, ele não credita, e a alíquota maior pode pesar no preço. Mapear o perfil da carteira é essencial para prever o impacto. A LucroRealTech faz essa análise.

Exportação de software: imunidade mantida

Para quem exporta software e serviços de TI, a boa notícia permanece: a exportação é desonerada, com manutenção dos créditos dos insumos. Isso mantém a competitividade do software brasileiro no exterior — um diferencial para software houses exportadoras.

Repensar o regime: Simples ainda vale?

Muitas empresas de TI estão hoje no Simples (anexos de serviço) ou no presumido. Com a alíquota cheia e o crédito amplo, o cálculo muda. Para empresas B2B com custos relevantes, o lucro real pode ficar mais competitivo do que parecia. Refazer a conta com os números reais é indispensável — a LucroRealTech simula os cenários.

Perguntas Frequentes

Serviços de TI têm redução de alíquota na Reforma?

Não. TI e software seguem a regra geral, com alíquota cheia de IBS e CBS (estimada em torno de 28%). Em contrapartida, o setor ganha crédito amplo sobre seus custos.

A Reforma vai aumentar o imposto da minha software house?

Depende da estrutura de custos e do perfil de clientes. A alíquota cheia é maior que o ISS atual, mas o crédito amplo compensa parte. Se os clientes são B2B contribuintes, eles creditam e a competitividade é preservada.

Por que importa se o cliente é contribuinte?

Porque o cliente contribuinte (B2B) aproveita o crédito do IBS e CBS destacado, tornando a alíquota cheia neutra para ele. O cliente consumidor final (B2C) não credita, então a alíquota maior pode pesar no preço.

A exportação de software continua desonerada?

Sim. A exportação de software e serviços de TI é desonerada, com manutenção dos créditos dos insumos, preservando a competitividade do produto brasileiro no exterior.

Devo sair do Simples por causa da Reforma?

Talvez. Com a alíquota cheia e o crédito amplo, o lucro real pode ficar mais competitivo para empresas B2B com custos relevantes. É preciso refazer a conta com os números reais antes de decidir.


Sua empresa de TI já simulou o efeito da alíquota cheia e do crédito amplo da Reforma, e reavaliou o regime, no lucro real? A LucroRealTech estrutura a contabilidade do setor de tecnologia. Solicite um Diagnóstico de Resultado no WhatsApp.