Simples Nacional na Reforma Tributária em 2026: Continuar no Simples ou Sair?
TRIBUTÁRIO • 2026-08-17 • 8 min de leitura • Equipe FranquiaTech
A Reforma mantém o Simples Nacional, mas cria uma escolha nova: recolher CBS e IBS por dentro ou por fora. Veja como isso afeta o crédito do seu cliente e quando vale continuar no Simples ou híbrido.
Uma dúvida vai tirar o sono de milhões de pequenos empresários nos próximos anos: com a Reforma Tributária, ainda vale a pena ficar no Simples Nacional? A boa notícia é que o Simples não acaba. A novidade é que ele ganhou uma escolha nova — e essa escolha pode definir se os seus clientes continuam comprando de você. Entenda de forma direta.
O Simples continua existindo
Primeiro, o alívio: a Reforma manteve o Simples Nacional. Quem é MEI, ME ou EPP pode continuar no regime unificado, recolhendo tudo em uma guia (o DAS). Nada de "fim do Simples".
O que muda é como o Simples conversa com os novos tributos (CBS e IBS) e, principalmente, com o crédito que a sua empresa gera para quem compra de você.
A grande novidade: recolher CBS/IBS "por dentro" ou "por fora"
No novo modelo, o optante do Simples passa a ter duas opções para a CBS e o IBS:
Opção 1 — Simples "cheio" (CBS/IBS por dentro do DAS)
Você continua pagando tudo no DAS, incluindo a parcela de CBS/IBS embutida. É mais simples, mas tem um efeito colateral: quem compra de você (outra empresa) só aproveita um crédito limitado de CBS/IBS — porque a alíquota embutida no Simples é baixa.
Opção 2 — Simples "híbrido" (CBS/IBS por fora, no regime regular)
Você recolhe o Simples normalmente, exceto CBS e IBS, que passam a ser apurados por fora, pelo regime regular. Isso faz você gerar crédito cheio de CBS/IBS para o seu cliente — mas aumenta a sua complexidade e, possivelmente, a sua carga.
Como decidir: olhe para quem é o seu cliente
A escolha depende de para quem você vende:
| Você vende principalmente para... | Tende a valer |
|---|---|
| Consumidor final (B2C) | continuar no Simples cheio (o cliente não usa crédito) |
| Outras empresas (B2B) que precisam de crédito | avaliar o híbrido (gerar crédito cheio) |
Ou seja: uma pizzaria, salão ou loja de varejo que vende para o consumidor final provavelmente fica melhor no Simples cheio. Já uma empresa que presta serviço ou vende para outras empresas pode perder clientes se não gerar crédito — e aí o híbrido (ou até sair do Simples) entra na conta.
Por que isso importa agora (e não só em 2033)
A transição vai de 2026 a 2033, mas a decisão é estratégica e afeta a competitividade já no começo. Empresas B2B que não se planejarem podem ver clientes migrarem para fornecedores que dão mais crédito. Simular o seu caso — considerando o seu mix de clientes — é o que evita perder mercado ou pagar imposto à toa.
Perguntas Frequentes
O Simples Nacional vai acabar com a Reforma?
Não. A Reforma manteve o Simples. O que muda é como ele lida com CBS e IBS e com o crédito gerado para os clientes.
O que é recolher CBS/IBS "por fora"?
É a opção de apurar CBS e IBS pelo regime regular, fora do DAS, para gerar crédito cheio ao cliente. O restante do Simples continua unificado. É o chamado modelo "híbrido".
Quando vale continuar no Simples cheio?
Quando você vende para consumidor final (B2C), que não aproveita crédito. Aí a simplicidade do Simples cheio costuma compensar.
Quando vale o híbrido ou sair do Simples?
Quando você vende para outras empresas (B2B) que precisam de crédito de CBS/IBS. Sem gerar crédito cheio, você pode perder competitividade.
Como sei qual é a melhor opção para mim?
Depende do seu mix de clientes, margem e setor. Uma simulação compara Simples cheio, híbrido e regime regular e mostra o caminho de menor custo sem perder clientes.
Se você é do Simples e quer saber se deve continuar no regime cheio, ir para o híbrido ou sair — sem perder clientes na Reforma —, a FranquiaTech simula o seu caso e define a melhor estratégia. Faça um diagnóstico gratuito no WhatsApp.